FLORAIS DE BACH

Raízes Históricas

Os florais de Bach surgiram dos estudos de Edward Bach. Ele começou, entretanto, com os nosódios, e os tornou realmente conhecidos em todo mundo. Bach começou sua vida médica como cirurgião, mas passou a ser cada vez mais conhecido pelas suas descobertas no campo da bacteriologia. Trabalhou em tempo exclusivo para o "University College Hospital", e depois como bacteriologista do "London Homeopathic Hospital", permanecendo lá até 1922. Foi nesta situação que conheceu a Doutrina de Hahnemann e seu livro básico: o "Organon da Arte de Curar", escrito mais de cem anos antes do seu tempo. Descobriu a genialidade de Hahnemann, que curava mais guiado pelos sintomas mentais que pelos físicos.

Bach isolou as bactérias intestinais e demonstrou que a origem das doenças humanas estão no intestino e as causadoras são as bactérias intestinais que lá vivem. A medicina Ayurvédica tem uma teoria semelhante.

Em 1926, publica com C.E. Wheeler o "Cronic Disease. A Working Hypothesis". Nesta época, os nosódios intestinais, já conhecidos como Nosódios de Bach, eram utilizados em toda Grã-Bretanha e também em vários outros países.

Bach começou então a tentar substituir os nosódios por medicamentos preparados com plantas, e foi a esta altura que utilizou pelo sistema homeopático de diluição e potencialização, duas flores que trouxe de Gales, em 1928. Estas plantas eram Impatiens e Mimulus. Pouco depois também utilizou Clematis. Os resultados foram encorajadores. Também nesta época começou a separar os indivíduos por grupos de semelhança de comportamento, como se sofressem do mesmo problema.

Ele mesmo conta que isso aconteceu depois que foi a uma festa e ficou num canto observando as pessoas, quando aí teve um insight. Bach imaginou que deveria existir um medicamento que aliviasse este sofrimento comum a cada grupo de indivíduos.

Em 1930, resolveu deixar toda sua rendosa atividade em Londres, o consultório da rua Harley e os laboratórios, para buscar na natureza este sistema de cura que idealizara desde pequeno, e do qual sentia estar próximo. Aos 44 anos, partiu para Gales. Ao chegar, descobriu que levara por engano uma mala com calçados no lugar de uma outra com o material necessário para o preparo de medicamentos homeopáticos: almofariz, vidros etc. Isso acabou por impulsioná-lo mais rapidamente na direção da descoberta de um novo sistema de extrair as virtudes medicamentosas das plantas, constituindo os Florais de Bach

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EDWARD BACH

Existem dois métodos utilizados para preparar os remédios. A maioria das flores delicadas é preparada através do método solar. Trata-se de manter as sumidades floridas flutuando em água pura e expostas diretamente ao sol durante três horas.

As plantas mais lenhosas e aquelas que geralmente florescem quando o sol está menos forte são geralmente preparadas pelo método de fervura. Ou seja, colocam-se para ferver as inflorescências da planta em água durante meia hora.

Em ambos os casos, após o calor ter transferido a energia das flores para a água, a água energizada é misturada com uma quantia igual de brandy. A mistura resultante se chama tintura mãe.

As tinturas mãe são posteriormente diluídas em brandy (numa proporção de duas gotas de remédio para 30 ml de brandy), dando origem aos frascos de florais, conhecidos por remédios de estoque, que você encontra à venda nas lojas.

 

COLOMBI, Fernanda F. Os Nosódios Vivos de Roberto Costa podem ser considerados Homeopatia? 1. ed. Tubarão: UEA, 2013. 80p.

FONTES, O. L. Farmácia homeopática: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Manole, 2005. 354p.

LYRIO, Carlos. Nosódios:  Bioterápicos: Repertório. Rio de Janeiro: C Lyrio, 2002. 71p.

LYRIO, Carlos. Quais os fundamentos dos Nosódios vivos? Há comprovação científica? Qual o valor da prova?  In: CONGRESSO BRASILEIRO DE HOMEOPATIA. 2008. Palestra. Disponível em: . Acesso em 18 fev 2010.