HOMEOPATIA

Raízes Históricas

A MEDICINA DO SÉC XVIII

 

A Medicina é a tentativa consciente do homem de combater as doenças e a morte, e parece ter se originado de práticas mágicas e sacerdotais. Os homens pré-históricos acreditavam que a doença e a morte eram causadas por demônios. É provável que as funções do médico e sacerdote fossem inseparáveis em sociedades primitivas. Acreditava-se que o indivíduo ficava doente por causa de um espírito que se escondia na caixa craniana e por isto faziam a trepanação para que este espírito (doença) pudesse sair. Já que o conceito de doença na época era espiritualista, a terapêutica estava de acordo com esta concepção. Depois veio uma concepção mista de doença, ou seja, espiritual e material. Os doentes eram tratados através de rituais religiosos e também através do uso de plantas com poder medicamentoso.

Na Grécia clássica a Medicina era originada do Mito. O mais antigo deus médico da Grécia foi Péon, indicado por Homero como médico dos próprios deuses. Mas o culto que mais se alastrou entre os gregos foi o de Asclépio (Esculápio para os romanos).

Asclépio, filho de Apolo, foi entregue por seu pai ao sábio centauro Quiron, que o instruiu nas artes médicas, desvendando-lhe o segredo das virtudes curativas das plantas, a prática dos encantamentos e o uso da faca na cirurgia. Nos templos dedicados a Asclépio ficavam guardadas as “tábuas volitivas”, onde os pacientes relatavam seus casos, a terapêutica e a cura, formando o primeiro arquivo médico. Estes templos constituíam verdadeiros sanatórios populares, dirigidos pelos sacerdotes gregos, mas a medicina na época não se baseava na magia.

Os conhecimentos ali registrados foram incorporados ao Corpus Hippocraticum, maior monumento escrito da Medicina de todos os tempos. Era composto de 53 tratados, incluindo ética, medicina preventiva, higiene pessoal e coletiva, cuidados dietéticos, relacionamento das enfermidades à hereditariedade, formação embriológica, meio ambiente, alimentação, higiene geral, higiene mental, trabalho, preparo físico, condições climáticas e estacionais, terapêutica pela correção das causas, preceitos alimentares, re-equilíbrio humoral, terapêutica pelo semelhante.

Hipócrates (460-370AC.) é o provável autor de uma parte significativa dessa obra. A medicina helênica desenvolveu-se paralelamente à Filosofia tornando-se pela primeira vez uma Ciência, substituindo a magia pela investigação.

O CULTO A ASCLÉPIO

HIPÓCRATES

É atribuído a Hipócrates ter desvinculado a Medicina da Religião, além de ter organizado o conhecimento médico ocidental e introduzido conceitos éticos à prática. Trouxe também o conceito de vis medricatrix naturae, ou força curativa. Foi reconhecido como o Pai da Medicina. Hipócrates, nascido na ilha de Cós, era o 18º descendente de Asclépio, por seu pai e 19º descendente de Hércules, por sua mãe. Pertencia à família dos Asclepíades, que há muito se dedicavam à medicina. Foi o mais ilustre integrante da escola médica de Cós. Na medicina da Grécia Clássica havia duas grandes escolas, com históricas divergências: as escolas médicas de Cnidos e de Cós, duas importantes cidades gregas. A escola de Cós via a doença como um transtorno geral no equilíbrio da saúde, e a saúde como dependente de um princípio organizador da vida. A escola de Cnidos pregava a especialização, a impessoalidade, o organicismo, a classificação das doenças e estabelecia terapêutica mais intervencionista, quando comparada à escola de Cós, de atitude mais expectante. A escola de Cós interpretava as doenças dentro do quadro específico e particular de cada paciente, abordando-o como uma totalidade indivisível, apoiando-se a terapêutica nas reações defensivas naturais do corpo para conseguir a harmonia, isto é, a saúde. Resumindo, para a escola de Cnido, havia doenças que deviam ser tratadas e para a escola de Cós, havia doentes e não doenças.

Hipócrates demonstrou como o sofrimento podia ser aliviado, não por intermédio de magia, mas por meio da higiene e das curas comprovadas. Substituiu os deuses pela observação clínica. Acreditava haver em todo indivíduo um princípio vital que governa os fenômenos da vida. Essa idéia veio a constituir o núcleo da filosofia vitalista, formulada por cientistas europeus entre os séculos XVII e XIX. Segundo o vitalismo, os fenômenos relativos aos seres vivos, como a evolução, a reprodução e o desenvolvimento, são controlados por um impulso vital de natureza imaterial, diferente das forças físicas ou interações físico químicas conhecidas.

 

Hipócrates foi o primeiro a descrever os três grandes princípios de cura que se mantém até os dias atuais:

 

• Similia similibus curanter: os semelhantes são curados pelos semelhantes (base da terapêutica medicamentosa homeopática).

• Contraria contrariis curanter: os contrários são curados pelos contrários, princípio seguido por Galeno, que estabelece as bases da atual alopatia.

• Vis naturae medicatrix: a força curativa da natureza, o poder do organismo de acionar seus mecanismos de defesa sem auxílio exterior, favorecendo uma conduta médica expectante.

 

Algumas proposições do Corpus Hippocraticum virão influenciar fortemente a medicina homeopática:

 

• O conceito de natureza humana, um poder de conservação de si mesmo que é próprio do corpo vivo, a existência da vis medicatrix naturae, com tendência a “regular” o organismo. “A arte do médico consiste muitas vezes em deixar a natureza a contas consigo própria, procurando ao menos não atrapalhar sua ação”.

• A individualização do ser humano, considerando sempre o doente e não a doença, e tomando-o invariavelmente como um todo.

• O temperamento e a constituição como aspectos importantes na concepção da enfermidade.

• A lei dos semelhantes: “O que produz a estrangúria, cura a estrangúria; o que causa o vômito, cura o vômito; o que dá febre a um homem são, cura um homem que tem febre”.                 


NO MUNDO ROMANO

 

O Mundo Romano manteve o mesmo estilo cultural: religião, filosofia e ciência todos conjugados. Uma das causas da queda do Império Romano foi uma série de epidemias e a peste. Os médicos mostraram-se impotentes perante tais catástrofes, o que acabou gerando uma reação quase universal contra a abordagem científica e racional para lidar com as doenças. As circunstâncias históricas tinham preparado terreno para a ascensão do Cristianismo, onde surgiu a idéia de um deus único. O Império Romano foi substituído pelo Império do Vaticano. A religião então prevalece. A Filosofia só era aceita quando associada à Religião. A ciência desaparece neste período, chamado de Obscurantismo, ou Idade Média, ou Idade das Trevas. Ressurge então a imagem espiritualista da doença. 

Galeno (129-199), seis séculos depois de Hipócrates, em Roma, torna-se um destacado representante das concepções da escola médica de Cnido. Suas idéias sobre anatomia foram tiradas de estudos do esqueleto humano, da experiência como cirurgião dos gladiadores e também da dissecação de animais. A dissecação era proibida tanto pelo Cristianismo como pelos costumes árabes e assim, suas observações só puderam ser verificadas na Renascença, com o ressurgimento da anatomia. Os tratamentos empregados por Galeno derivavam do conceito de contraria contrariis -a terapia dos opostos- e por isso, ele utilizava o calor, se a doença fosse causada pelo frio; e purgativos, caso achasse que o corpo estava sobrecarregado. Para explicar as doenças, abraça a teoria da matéria pecans, algo externo ao organismo, que “ïnfecta” o indivíduo antes puro e perfeito. Essa matéria pecans deve ser retirada, “exorcizada” do indivíduo para a restauração da saúde.

GALENO

NO RENASCIMENTO

 

Com o Renascimento renasce o pensamento greco-romano principalmente nas artes, pintura e escultura, renascem a Filosofia e a Ciência, prevalecendo o domínio da religião católica do Vaticano. Surge o Humanismo (movimento cultural caracterizado pela retomada de interesse pelos conhecimentos antigos por meio do estudo direto das obras gregas e romanas). A antiga cultura grega e o racionalismo sem preconceitos de Platão e Hipócrates alcançaram a Itália por meio dos estudiosos foragidos de Constantinopla, conquistada pelos turcos em 1453. Mas é provável que o fator mais determinante tenha sido a invenção da imprensa e seu rápido desenvolvimento por toda a Europa.

No século XVI, no Renascimento, surgem no contexto médico as figuras de Paracelso e Vesálio.

PARACELSO   

VESÁLIO

Paracelso, nascido na Suíça em 1493, foi o autor de mais de 300 obras, desde a medicina com base em observações originais até estudos sobre alquimia e metafísica. Ele tinha consciência de que a medicina precisava abandonar os ensinamentos de Galeno e recomeçar, mas errou ao postular que os componentes básicos da matéria eram enxofre, mercúrio e sal.

Segundo seus princípios, as manifestações do corpo eram sujeitas às leis vitais químicas. Ele introduziu o conceito de doença metabólica e preocupava-se com questões de higiene. Foi por causa de Paracelso que os remédios químicos foram introduzidos na medicina e que a farmacologia começou a utilizar muitos produtos novos. Em busca dos princípios ativos, percebia a possibilidade de encontrar medicamentos mesmo entre os venenos: “O problema é que venenos e medicamentos são quase sempre integrados num mesmo corpo químico, sendo apenas a dosagem o que iria determinar um ou outro efeito dessas duas propriedades misteriosamente unidas”. Sua doutrina das “signaturae” buscava conhecer, aprender, através dos signos que a Natureza manifesta, a cura para as moléstias. Pelos sinais e características das plantas e das substâncias químicas, Paracelso indicava seus medicamentos, procurando encontrar semelhanças dessas características com as dos pacientes. É uma nova apresentação da lei dos semelhantes.

TEORIA DAS SIGNATURAS

Andreas Vesálio, considerado o pai da anatomia, nasceu em Bruxelas, em 1514, estudou medicina em Louvain, Montpelier e Paris. O jovem empenhou-se na dissecação de corpos de animais vivos e de cadáveres humanos de criminosos executados. Ensinava Medicina em Pádua e com apenas 28 anos de idade, publicou sua obra monumental, De humani corporis fabrica, livro que sacudiu a medicina de catorze séculos de um sono muito profundo. Vesalio descartou os dogmas de Galeno, apontando erros dos professores do passado, mas ele não conseguiu descobrir o mecanismo da circulação sanguínea, que só mais tarde foi esclarecido pelos estudos de Harvey.

A. VESALIUS - DE HUMANI CORPORIS FABRICA (Basileia, 1543)

Ao contrário do homem clássico do século XVI, o homem barroco (século XVII) só vê na natureza o que é útil. Em meados do século XVII, começam a se concretizar os esforços para libertar o pensamento médico das doutrinas antigas. Surge o mecanicismo através dos trabalhos de Decartes (1596-1650). Decartes via o corpo como uma máquina ativada pelo calor coletado no sangue. Este conduzido até o cérebro pela aorta, levava o elemento mais puro, o espírito vital.O espírito vital, por sua vez, dilatava o cérebro, permitindo-o receber impressões de objetos externos, ou seja, as sensações. Decartes também escreveu sobre a natureza da alma, distinguindo-a da matéria. No “homem-máquina” da filosofia cartesiana, o calor é a origem, a fonte da vida; tudo é obra sua exclusiva, exceto o pensamento, que é função da própria alma.

RENÉ DESCARTES (1598-1650)

Aristóteles tinha também esta visão binária: corpo e alma. O conhecimento médico avançou bastante durante o século XVII mas o envolvimento dos médicos com o trabalho teórico e experimental não os permitia perscrutar as necessidade daqueles que sofriam das doenças por eles estudadas. A doença veio sempre sendo compreendida como um mal a ser combatido e as condutas terapêuticas eram sempre a remoção deste mal ou por cura espiritual ou material, ou ambas.

SÉCULO XVII E XVIII

 

Nos séculos XVII e XVIII criam-se vários sistemas médicos. Morgagni estabelece as bases da anatomia patológica. Jenner, na Inglaterra, descreve e usa uma vacina para a varíola então epidêmica.

 MORGAGNI  

JENNER

No século XVIII houve uma crescente valorização dos métodos experimentais, que formavam a base das pesquisas científicas desde os tempos de Galileu. O Iluminismo do progresso científico refletiu-se na medicina, aumentando a consciência do sofrimento dos pobres e enfermos o que levou à construção de hospitais municipais e enfermarias. A antiga escola de pensamento ganhou vida nova com o surgimento do animismo nas mãos do médico e filósofo alemão George Ernst Stahl (1660-1734). Ele reagiu contra a medicina mecânica e a medicina química do seu tempo e, ao mesmo tempo, contra a metafísica cartesiana, partindo da idéia de que a vida não está no funcionamento de uma máquina. Para Stahl, o princípio do movimento vital é a alma racional, que se expressa através do corpo. Stahl afirmava que a doença era um esforço salutar da alma para expelir matéria mórbida do organismo, o que acontecia quando houvesse a ultrapassagem de certos limites, quando a alma conservadora tivesse descuidado ou tratado negligentemente a conservação do conjunto. Segundo Stahl, o princípio vital era representado pela alma universal, causa de toda e qualquer forma de vida, proveniente diretamente de Deus. Quando a alma deixava o corpo, este entrava em putrefação. A doença era a tendência da alma de restabelecer a ordem às funções do corpo. O vitalismo era diferente do animismo, ocupando uma posição intermediária entre as doutrinas materialista e espiritualista, e apregoando o conceito de um princípio especial distinto tanto da matéria quanto da alma racional. Joseph Barthez (1734-1806) foi um vitalista que influenciou bastante o pensamento de Hahnemann. Introduziu o termo “princípio vital”, insistindo que a doença era toda forma de alteração da função normal. No que passou a ser chamado “vitalismo ternário”, Barthez via o homem como a integração de espírito, força vital e corpo. Tratou da força vital, mas não se preocupou em explicá-la: “eu chamo de princípio vital a causa que produz todos os fenômenos da vida no corpo do homem”. Quanto à natureza do princípio vital, ele diz: “a questão é de nenhuma importância para a verdade do sistema e nós somos condenados a uma ignorância absoluta sobre a natureza das causas, seja em geral, seja em particular”.

 

 

SÉCULO XIX

 

O século XIX é dominado pelos trabalhos dos que mantinham uma postura mecanicista diante do homem, com raras exceções. Uma delas foi Bichat, criador da histologia e da histopatologia, fundador do organicismo. Bichat, apesar de ter compartimentado o organismo, via em cada órgão a manifestação de algo que não poderia ser reduzido simplesmente a reações físico-químicas, mantendo uma postura vitalista em relação ao ser humano. Broussais reduziu toda a patologia a um fenômeno de excesso e, por conseguinte, toda terapêutica à sangria, levando-a as últimas conseqüências. Magendie e Claude Bernard, contrários à doutrina vitalista de Bichat, retomaram enfaticamente o mecanicismo e lançaram as bases da fisiopatologia – “as doenças nada mais são do que fenômenos fisiológicos em novas condições”.

No século XIX ainda se dava grande importância à predisposição como causa da doença, mas aparecem os trabalhos de Pasteur, que possibilitam o predomínio da causa bacteriana e o esquecimento da importância do terreno no estabelecimento da doença.

Como podemos observar, algumas questões filosóficas interessam diretamente à medicina, e para elas foram propostas diferentes respostas através dos tempos:

 

• Qual a fonte da vida no corpo humano?

• Como se articulam o corpo, a mente e a alma?

• A doença é gerada no próprio corpo, ou invade o corpo proveniente do exterior?

• Qual o melhor caminho para chegarmos ao conhecimento da “verdade”: o uso da razão ou a experiência?

 

Nestas e em outras questões, a humanidade progride por caminhos não lineares, que se entrecruzam aqui e acolá, deixando de lado alguns fragmentos, incorporando outros, revestindo partes do conhecimento anterior de novos significados, predominando em determinadas épocas e lugares algumas tendências, mas sempre com a heterogeneidade a promover novas e sucessivas composições.

Na história da medicina observamos duas formas diferentes de compreender os processos vitais: o vitalismo e o mecanicismo.Segundo o vitalismo a vida se manifesta pela ação de “algo” sutil, de natureza não material, não mensurável. Essa energia vital (Chi = sopro vital; Pneuma = respiração cósmica) está presente em todo o corpo, integrando as partes materiais, funcionais, reações físico-químicas e biológicas. É também esta força ou princípio vital que liga o indivíduo a todo o universo. Segundo o mecanicismo os fenômenos vitais são comparáveis aos fenômenos mecânicos. Os seres vivos funcionam como máquinas, compostas de partes e dependentes de forças mecânicas externas para seu adoecimento e/ ou cura. Apenas a forma específica de organização entre as partes é que distingue o ser vivo do não vivo. Como qualquer outra área do conhecimento humano, a medicina apresenta, em sua história, duas atitudes distintas na abordagem dos fenômenos, a abordagem empírica e a racionalista. Segundo o empirismo, o conhecimento, a compreensão dos fatos, advém da observação e da experimentação.Segundo o racionalismo, as idéias nascem da razão do pensador. Através de hipóteses, criam-se as teorias, postas então em prática. Por exemplo, Broussais acreditava que muitas patologias ocorriam devido a um excesso de sangue. Com base nesta teoria, instituiu a prática terapêutica das sangrias.Na história da medicina ocidental, o vitalismo perdeu a hegemonia para o mecanicismo, e o empirismo perdeu espaço para o racionalismo. A busca de causas externas para as doenças (do “castigo dos deuses” das sociedades primitivas, à “matéria pecans” de Galeno, aos vírus de nossos dias) foi ganhando espaço em relação ao estudo e fortalecimento do “terreno” orgânico. (A priorização do “terreno”, cujo desequilíbrio seria a causa primeira das doenças, volta com grande destaque na moderna medicina biológica alemã). O objetivo de conhecer o indivíduo e ajudar sua natureza a aliviar seus sofrimentos foi se transformando e se limitando a uma busca de doenças (lesões histológicas, alterações funcionais, agentes infecciosos) e sua extirpação. Durante este movimento, surge um sistema médico, criado por Hahnemann, que não segue esta tendência hegemônica. Ao contrário, mantém-se fiel ao vitalismo e ao empirismo, valoriza sobremodo o terreno na gênese das doenças, tem como objeto o indivíduo com suas características e peculiaridades, e busca na natureza os medicamentos que, por semelhança, podem curá-lo.

 

FERNANDES, Fernanda F. C. A pesquisa frente à comprovação do medicamento homeopático. 2006. 38p. Dissertação (Especialização em Farmácia Magistral Alopática e Homeopática) – Universidade do Sul de Santa Catarina, Tubarão, 2006.

FONTES, O. L. Além dos sintomas: superando o paradigma saúde e doença. Piracicaba: UNIMEP, 1995. 86p.

__________. Farmácia homeopática: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Manole, 2005. 354p.

LYRIO, Carlos. Quais os fundamentos dos Nosódios vivos? Há comprovação científica? Qual o valor da prova?  In: CONGRESSO BRASILEIRO DE HOMEOPATIA. 2008. Palestra. Disponível em: . Acesso em 18 fev 2010.